ACÚMULO DE CÉLULAS 'ZUMBIS' NA PELE CAUSA INFLAMAÇÃO E MANCHAS; SAIBA COMO TRATAR
- Gisele Barros

- 30 de mai. de 2025
- 4 min de leitura
Novos ativos e cosméticos trazem tecnologias para enfrentar as células-zumbis, conhecidas como um conjunto de células semimortas que causam inflamação e envelhecimento, mas que o organismo não consegue eliminar da pele.

Muitos sinais que aparecem na pele, como manchas e envelhecimento, podem ter relação com um conjunto de células que parece ter saído de um filme de terror. As células-zumbis ganharam esse nome em congressos médicos e são apontadas como responsáveis por algumas alterações estéticas. “Com o passar dos anos, sofremos um processo chamado senescência, quando as células perdem a capacidade de se dividir, ficam danificadas e se acumulam. Na pele, esse fenômeno celular também provoca danos, pois levam a formação de um fenótipo secretor associado a senescência, chamado SASP, que produz ativamente substâncias químicas que promovem inflamação e danificam as células vizinhas. Por esse motivo, elas têm sido objeto de muitos estudos recentes, que a classificaram como células senescentes, ou células-zumbis. A pele é altamente sensível ao acúmulo desse tipo de células, por conta da inflamação originada por fatores extrínsecos, como fatores ambientais, estilo de vida, privação do sono e alimentação e fatores intrínsecos relacionados ao próprio desgaste natural do organismo juntamente com a sua genética que danifica o tecido cutâneo, favorece o desenvolvimento de determinadas patologias e acelera o envelhecimento”, explica a farmacêutica Patrícia França, gestora científica da Biotec Dermocosméticos. Na pele, essas células favorecem o aparecimento de rugas e manchas.
O uso de cigarros e de vape, segundo a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, tem acelerado o envelhecimento da pele justamente por formar mais células-zumbis. “Os usuários sofrem com a palidez ou, na verdade, o amarelamento com opacidade da questão cutânea, a pele desidratada, a formação das rugas, a flacidez presente, a questão da perda da viscoelasticidade, ou seja, um envelhecimento acelerado. Ele ocorre justamente por um estresse, com muita produção de radicais livres, que vão levar à formação de células senolíticas (zumbis), capazes de parasitar as células normais, evitando a boa proliferação, regeneração, reparação e cicatrização”, explica a dermatologista Dra. Claudia Marçal. “O vape cumpre o mesmo papel com todas as substâncias presentes na sua formulação. Além do que, muitas vezes, muitos desses produtos não destacam e não colocam de uma maneira transparente aquilo que está presente dentro das suas fórmulas. E nós sabemos que muitas vezes existem ali substâncias que acabam também produzindo o mesmo processo inflamatório, estrutural e sistêmico, ou seja, corpóreo, que atinge também a pele, levando ao envelhecimento precoce”, acrescenta a dermatologista.
Recentemente, estratégias para gerenciar o processo de envelhecimento inibindo a formação ou até mesmo a eliminação das células senescentes têm atraído cada vez mais atenção. “Dentre os planos sugeridos está a utilização de agentes senolíticos, que eliminam as células senescentes)”, diz Patrícia. No mercado, a Ada Tina saiu na frente com o Sustent C, o primeiro sérum com melatonina e vitamina C, além de contar com quercetina para ação senolítica. “O Sustent C é um sérum clareador anti-idade especialmente desenvolvido para peles maduras e menopausadas. Com textura leve e rápida absorção, o produto possui uma formulação exclusiva capaz de combater 12 sinais do envelhecimento para promover rejuvenescimento, retexturização e clareamento da pele, além de colaborar para a hidratação, firmeza, luminosidade e longevidade cutânea”, explica o farmacêutico Dr. Maurizio Pupo, especialista em cosmetologia e CEO da Ada Tina. “A quercetina (Sophora Japonica) presente na formulação é um poderoso antioxidante com ação senolítica, capaz de eliminar as chamadas células-zumbis”, destaca Maurizio.
Patrícia explica que, como essas mudanças ocorrem em nível molecular, ou seja, nas células, é necessário estar atento aos sinais que nossa pele expressa. Ela recomenda que o tratamento tópico seja associado com os nutracêuticos. “O ativo tópico Scutaline® evita a propagação das células-zumbis, diminuindo a inflamação, a produção de radicais livres e a degradação das fibras de colágeno e elastina. Para combater as células zumbis, ainda podemos associar nutracêuticos como Desmovit® e FC Oral®. O primeiro se faz importante, pois irá fornecer SOD, Catalase e Glutationa, as principais enzimas antioxidantes do nosso sistema de defesa enzimático minimizando o impacto dos radicais livres e melhorando a resposta contra a inflamação. E pela ação anti-inflamatória, FC Oral® se faz importante por ser composto por fosfolipídeo de origem marinha rico em ácidos graxos poli-insaturados (PUFA) ômega 3 (DHA e EPA), Astaxantina e vitamina E, que irão atuar diminuindo o processo inflamatório”, diz Patrícia. “Mas é fundamental buscar auxílio de um dermatologista para o diagnóstico correto e a indicação do tratamento adequado”, finaliza Patrícia.
FONTES:
*DRA. CLAUDIA MARÇAL: Médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas - SP, speaker de laboratórios globais de dermocosméticos e de fabricantes de equipamentos. CRM: 78980 / RQE: 31829. Instagram: @draclaudiamarcal
*PATRÍCIA FRANÇA: Farmacêutica e gestora científica da Biotec. Bioquímica, professora universitária, palestrante em congressos médicos e membro honorário da Asociación Médica Boliviana Ortomolecular.
Por,
Gisele Barros
Editora Chefe do Portal ALL SENSEZ
Especialista no Mercado de Fragrâncias
Consultora de Comunicação Especializada em Perfumaria












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