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SKINIFICATION: ATIVOS DO SKINCARE FACIAL CHEGAM AO CORPO E AMPLIAM ROTINAS DE CUIDADO COM A PELE

  • há 30 minutos
  • 3 min de leitura

Especialista explica até onde cremes, máscaras e tecnologias domésticas conseguem agir na pele corporal.



O cuidado com a pele deixou de ser exclusivo do rosto. Nos últimos anos, a indústria da beleza passou a investir cada vez mais em produtos voltados para diferentes regiões do corpo, levando princípios do skincare facial para áreas como glúteos, coxas, mãos e pés. A tendência, conhecida como skinification, amplia o conceito de autocuidado e transforma a rotina corporal em um ritual mais elaborado de cuidados com a pele.

 

Máscaras para glúteos, cremes firmadores corporais, esfoliantes químicos, escovação corporal a seco e até dispositivos domésticos de radiofrequência passaram a integrar rotinas que antes se limitavam à hidratação básica. A lógica por trás dessa tendência é simples. Se ativos consagrados como ácido hialurônico, retinol e vitamina C são eficazes no rosto, por que não aplicar princípios semelhantes em outras regiões do corpo?

 

A indústria cosmética respondeu rapidamente a essa demanda, criando fórmulas direcionadas para diferentes áreas do corpo e ampliando o vocabulário da estética corporal. Termos como redefinição, contorno da pele e melhora da celulite passaram a aparecer em rótulos de produtos que prometem ir além da hidratação tradicional.

 

Segundo a dermatologista Denise Ozores (CRM-SP 101677 | RQE 7349), especialista em beleza natural, o primeiro ponto importante é entender que a pele do corpo possui características próprias. A espessura da pele, a presença de glândulas sebáceas e o grau de exposição ao ambiente variam bastante entre as regiões, o que interfere diretamente na absorção dos ativos e nos resultados obtidos.

 

“A pele corporal responde de maneira diferente da pele do rosto. Isso significa que alguns ativos funcionam, mas o tipo de resultado que se espera também muda”, explica.

 

No caso dos cremes firmadores voltados para glúteos e coxas, por exemplo, a ação costuma estar relacionada principalmente à hidratação intensiva e a estímulos leves na produção de colágeno. Ingredientes como cafeína e centella asiática podem melhorar a circulação local e contribuir para uma aparência mais uniforme da pele.

 

“Eles ajudam na textura e na aparência da pele, mas não alteram estruturas profundas responsáveis por quadros mais avançados de flacidez ou celulite”, afirma.

 

As chamadas máscaras corporais seguem uma lógica semelhante às máscaras faciais. O objetivo é reforçar a hidratação e proporcionar um efeito imediato de suavização da pele. Já práticas como a escovação corporal a seco promovem uma esfoliação leve e estimulam a circulação superficial, o que pode melhorar momentaneamente o viço e a uniformidade da pele.

 

Tecnologias domésticas também passaram a integrar esse novo universo de cuidados. Aparelhos de radiofrequência de uso pessoal funcionam por meio do aquecimento controlado da derme, estimulando a produção de colágeno de forma gradual. Denise ressalta, no entanto, que a potência desses dispositivos costuma ser menor que a de equipamentos utilizados em clínicas especializadas.

 

“Existe um estímulo real, mas dentro de limites. Equipamentos profissionais conseguem alcançar camadas mais profundas da pele e produzir resultados mais consistentes”, diz.

 

Para a especialista, a principal questão está na expectativa criada em torno desses produtos. “O skincare corporal tem um papel importante na manutenção da pele e na melhora cosmética da textura. Mas alterações estruturais mais profundas exigem protocolos médicos específicos”, explica.

 

Nesse cenário, a skinification do corpo representa uma expansão do autocuidado contemporâneo. Hidratar, estimular colágeno e cuidar da qualidade da pele são práticas relevantes dentro da rotina estética. Ao mesmo tempo, compreender os limites de cada ativo é o que diferencia um ritual de beleza consciente de promessas que ultrapassam o que a biologia da pele pode realmente oferecer.

 

“Cuidar da pele é um processo contínuo. Quando existe estratégia e acompanhamento adequado, os resultados aparecem de forma natural e progressiva”, conclui.




Por,

Gisele Barros

Editora Chefe do Portal ALL SENSEZ

Especialista no Mercado de Fragrâncias

Consultora de Comunicação Especializada em Perfumaria







 

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