PROTETOR SOLAR PARA MANCHAS: USO DIÁRIO É ESTRATÉGIA PARA CLAREAR A PELE
- 12 de mar.
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Mesmo que o protetor solar por si só já possa prevenir o surgimento das manchas (se usado diariamente e na quantidade correta), é cada vez mais comum o lançamento de produtos multifuncionais que também ajudam a tratá-las.

Todo mundo já sabe que o uso de protetor solar é importante para prevenir o fotoenvelhecimento (surgimento de rugas e flacidez na pele) e o câncer de pele. Mas, cada vez mais os dermatologistas reforçam a ação do protetor solar como a base de um tratamento anti-idade, na medida que evita danos à pele e pode contar com ativos que ajudam a rejuvenescê-la. “O protetor solar ajuda a combater várias lesões benignas e malignas desencadeadas pelo sol, como: melanoses (manchas nas mãos e no rosto), melasma (mancha da gravidez ou não), leucodermia gutata (manchinhas brancas como sardas brancas nas pernas e braços), lesões pré-malignas (queratose actínica) e as malignas (câncer de pele: carcinoma basocelular ou espinocelular ou melanoma)”, explica a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). “O uso diário do protetor solar ajuda a reduzir o risco de câncer de pele, evita o envelhecimento precoce, diminui a chance de surgimento de manchas, ajuda a tratá-las e reduz a possibilidade de aparecimento de lesões causadas pela radiação ultravioleta. O sol é um fator de risco silencioso. Mesmo em dias nublados, a exposição acumulada pode trazer prejuízos à pele”, alerta a dermatologista Dra. Glauce Eiko, membro da SBD.
A médica orienta considerar o FPS que deve ser maior ou igual a 30. Mas nem tudo é FPS. Mesmo que o protetor solar por si só já possa prevenir o surgimento das manchas (se usado diariamente e na quantidade correta), é cada vez mais comum o lançamento de produtos multifuncionais que também ajudam a tratá-las. Nesse caso, segundo a Dra. Flávia Brasileiro, dermatologista membro da SBD, o protetor solar deve contar com ativos que forneçam ação antimanchas ou despigmentantes. “Além disso, o protetor ideal deve oferecer: 1) proteção UVA (indicada no rótulo como “amplo espectro”), essencial para prevenir o fotoenvelhecimento e reduzir os riscos de câncer de pele; 2) antioxidantes, que ajudam a combater a inflamação causada pela radiação solar, minimizando o estresse oxidativo e protegendo o colágeno da pele; e 3) tecnologias de dissipação do calor, que reduzem os danos provocados pela radiação infravermelha (IV), como a degradação do colágeno e o aumento da flacidez”, explica a Dra. Flávia.
Segundo a dermatologista Dra. Flávia Brasileiro, clareadores e antioxidantes, como vitaminas C e E, niacinamida, polifenóis (chá verde, cacau) e resveratrol, podem ser encontrados em produtos de proteção solar e são fundamentais para neutralizar os radicais livres, complementar a fotoproteção e ajudar contra as manchas. “No entanto, além deles, há outras classes de ativos que potencializam a proteção e combatem o envelhecimento da pele, como inibidores de metaloproteinases (MMPs), como extrato de café, romã e ácido ferúlico, que preservam o colágeno ou ainda aqueles que oferecem proteção contra luz visível e infravermelho, como óxido de ferro que bloqueia a luz visível, e ativos como Fernblock e carotenóides (licopeno) que combatem os danos do infravermelho”, diz a médica.
Uma das novidades do mercado é o Biosole Oxy FPS85, da Ada Tina, primeiro protetor solar clareador com ação anticalor do mercado brasileiro. “Considerado uma evolução na fotoproteção clareadora inteligente, o novo produto chega o dobro dos seus principais ativos consagrados: Vitamina C estabilizada, Niacinamida concentrada e Difendiox®. Isso garante uma ação clareadora completa, além de uma proteção anticalor, que evita danos causados pelo aquecimento térmico — um dos principais gatilhos para a inflamação que estimula a produção de melanina e agrava as manchas escuras”, esclarece o farmacêutico Dr. Maurizio Pupo, especialista em cosmetologia e CEO da Ada Tina. Ele explica que o produto tem eficácia em 15 tipos de manchas graças ao seu sistema clareador avançado, atuando, inclusive, no tratamento do melasma resistente, manchas solares, manchas pós-inflamatórias, manchas causadas pelo calor e manchas invisíveis (prevenindo futuras hiperpigmentações).
Além das novas tecnologias disponíveis, para evitar e tratar as manchas com eficácia, é essencial saber como se proteger: “O maior erro de quem usa protetor solar costuma ser exatamente a quantidade de filtro que usa. A maioria das pessoas usa uma quantidade menor do que deveria. O Consenso Brasileiro de Fotoproteção criou em 2013 a “regra da colher de chá”. Essa regra determina que a quantidade correta de filtro para cada parte do corpo: rosto, cabeça e pescoço devem receber 1 colher de chá de filtro solar cada um. Tronco e costas, duas colheres cada. Braços, 1 colher cada um deles. Já as pernas e coxas, 2 colheres cada”, diz a Dra. Paola. Além disso, ela ensina que o protetor solar deve ser aplicado 15 a 20 minutos antes da exposição solar e deve ser reaplicado a cada 2 horas. “Toda vez que mergulhar no mar ou piscina ou houver sudorese importante, o protetor deve ser reaplicado, mesmo que esse seja a prova d’água”, comenta a dermatologista.
Mas é importante lembrar que o tratamento de manchas pode exigir mais cuidados, com dermocosméticos com ação antioxidante e reguladora da melanina. “Eles são especialmente importantes para pessoas com tendência ao melasma ou hiperpigmentações, ajudando a evitar o agravamento do problema e a manter o tom da pele mais uniforme. Nesses casos, a Vitamina C, o ácido ferúlico, resveratrol e niacinamida são ativos importantes”, comenta a Dra. Glauce Eiko. “O uso correto de produtos dermatológicos, com orientação médica, pode ajudar”, finaliza a Dra. Glauce.
FONTES:
*DRA. FLÁVIA BRASILEIRO: Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, com mais de 20 anos de atuação em Dermatologia e Cosmiatria. Formada em Medicina na Universidade do Oeste Paulista, de Presidente Prudente (SP), fez Residência em Clínica Médica na Irmandade Santa Casa de São Paulo e em Dermatologia na Universidade do Oeste Paulista. Foi docente da Faculdade de Medicina da Universidade do Oeste Paulista, de 2007 a 2014. A médica participa periodicamente de Congressos, Workshops e Simpósios nacionais e internacionais. Instagram: @flaviabrasileirodermato / @renascencedermatologiapp
*DRA. PAOLA POMERANTZEFF: Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais. Instagram: @drapaoladermatologista
*DRA. GLAUCE EIKO: Dermatologista, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). Graduada em Medicina pela Universidade de Gurupi, possui pós-graduação em Cirurgia Dermatológica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatologia e Oncologia Dermatológica pelo Hospital Sírio Libanês, além de especializações em Saúde Pública, Vigilância Sanitária e Epidemiológica. Também é graduada em Farmácia. CRM-SP: 137527 | RQE: 73365. Instagram: @dra.glauce.eiko
Por,
Gisele Barros
Editora Chefe do Portal ALL SENSEZ
Especialista no Mercado de Fragrâncias
Consultora de Comunicação Especializada em Perfumaria





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