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PROTETOR SOLAR EM BASTÃO É PRÁTICO, MAS É EFICAZ? VEJA O QUE A SBD-RESP RECOMENDA

  • há 1 dia
  • 6 min de leitura

Passar uma camada do protetor em creme ou líquido e retocar com o bastão durante o dia é mais eficaz e garante maior segurança, já que ainda não existe uma resposta científica para a quantidade de produto em bastão a ser aplicada.



O protetor solar em bastão conquistou espaço nas bolsas e mochilas por um motivo simples: praticidade. Compacto, fácil de aplicar e ideal para reaplicações ao longo do dia, ele parece a solução perfeita para a rotina corrida. Mas será que essa conveniência garante a mesma proteção dos filtros solares em creme ou líquido? De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional São Paulo (SBD-RESP), o protetor em bastão pode, sim, ser um aliado da fotoproteção, desde que usado da forma correta. “A principal orientação é que ele não substitua a aplicação inicial do protetor tradicional. O mais seguro é aplicar, pela manhã, uma camada adequada de protetor solar em creme ou loção e utilizar o bastão apenas para os retoques ao longo do dia”, explica o Dr. Daniel Cassiano, diretor de comunicação da SBD-RESP. “Se for pra não usar nada, é claro que é melhor usar o protetor em bastão. Agora, o adequado é sempre passar uma camada do protetor em creme ou líquido e depois uma correção, um retoque durante o dia com o bastão. Somente o protetor em bastão não consegue proteger tanto, mas é melhor do que não usar”, acrescenta o Dr. Fábio Rebucci, dermatologista membro da SBD-RESP.


Isso acontece porque, ao contrário dos protetores líquidos ou cremosos, ainda não existe uma resposta científica clara sobre a quantidade ideal de produto em bastão que deve ser aplicada para garantir o fator de proteção solar (FPS) indicado no rótulo. “A aplicação direta na pele pode parecer suficiente, mas nem sempre forma uma camada homogênea ou espessa o bastante para proteger contra os danos da radiação ultravioleta”, diz o Dr. Daniel. “Quanto à eficácia, ela não é menor apenas pela irregularidade da camada aplicada, embora a irregularidade da camada combinada com a menor quantidade aplicada seja o fator dominante. A dificuldade de sobreposição suficiente é outro problema, já que o bastão exige várias ‘passadas’ no mesmo local para alcançar a mesma dose de um fluido. Por fim, o uso em áreas pilosas ou irregulares, como o nariz e sulcos, é um desafio, pois o bastão costuma falhar mais nessas regiões, deixando falhas na proteção. Quimicamente, o filtro não é menos eficaz por ser em bastão; a falha é quase sempre atribuída à aplicação e não ao princípio ativo em si”, diz a Dra. Glauce Eiko, dermatologista. Um ponto importante é repetir a aplicação várias vezes no mesmo local, garantindo que o produto realmente cubra toda a área exposta. “Quanto mais camadas eu aplicar do filtro solar em bastão, mais proteção eu vou ter”, afirma o Dr. Fábio. “Por isso, o protetor em bastão é mais recomendado para áreas pequenas e localizadas como cicatrizes, nariz ou lábios. São excelentes para ‘retoques’ sem sujar as mãos por exemplo”, explica a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da SBD. A médica explica que a fórmula dos protetores em bastão costuma ser mais “engessada” e não existe grande variação. “Já os protetores líquidos (fluidos ou cremosos) apresentam grande variação: podem conter antioxidantes, ácido hialurônico (para hidratação), niacinamida, ativos antioleosidade, vitamina C, entre outros”, comenta.


De acordo com o Dr. Fábio Rebucci, sim, os protetores em gel, creme ou loção são mais eficazes, conseguem proteção melhor contra radiação UVA e UVB e apresentam melhor custo-benefício do que o bastão. “O bastão é interessante para os homens que não gostam de se melecar com a química do filtro nos dedos ou então para fazer o retoque durante o dia, mas novamente os protetores em gel, creme ou loção tem um benefício melhor do que em bastão”, diz o médico. “A praticidade do bastão é inegável, especialmente para áreas específicas como rosto, lábios, orelhas e ao redor dos olhos. No entanto, ele funciona melhor como complemento, e não como única forma de proteção”, reforça o diretor da SBD-RESP.


A dermatologista Dra. Paola diz que o uso do bastão oferece praticidade para reaplicar o protetor na face durante a prática de atividade física ou quando as mãos não estão limpas. “Para reaplicar com frequência em cicatrizes também. Nessas situações, aplicar 4 ou 6 camadas, por serem áreas pequenas, é rápido e prático”, diz a médica.


A recomendação também vale para quem passa longos períodos ao ar livre, pratica atividades físicas ou se expõe ao sol de forma intensa. Nesses casos, confiar apenas no protetor em bastão pode gerar uma falsa sensação de segurança. Em situações normais, é recomendada a reaplicação a cada três horas. “Para se ter a proteção próxima de 100%, é indicado fazer o retoque a cada duas ou três horas, tanto dos protetores líquidos quanto em bastão. Porém, muitos não têm tempo e nem disponibilidade de sair toda hora para retocar. Então, desde que o paciente passe de manhã e retoque mais duas ou três vezes durante o dia, isso já garante uma proteção eficaz. Porém, uma vez reaplicado já é melhor do que não reaplicar nenhuma”, diz o Dr. Fábio.


Por fim, os dermatologistas ressaltam que o protetor solar em bastão é prático e útil, mas a estratégia mais eficaz continua sendo combinar a aplicação inicial de um protetor em creme ou líquido com reaplicações ao longo do dia, usando o bastão como reforço. “Assim, a pele fica mais protegida, pois o cuidado com a saúde vem antes da conveniência”, diz o Dr. Daniel. “Uma abordagem simples para verificar se a pele está protegida é usar um espelho com luz forte e prestar atenção a áreas frequentemente esquecidas, como orelhas, linha do cabelo, pescoço, pálpebras superiores e ao redor do nariz. Aplicar a regra da quantidade é fundamental; mesmo com o stick, é importante ter noção do ‘tempo de aplicação’ em cada área, como por exemplo, dedicar de 5 a 10 segundos por bochecha, em vez de realizar um toque rápido”, diz a Dra. Glauce Eiko. “E é importante pontuar que a melhor forma de se proteger do sol no dia a dia das cidades envolve uma combinação de comportamento, barreira física e protetor solar. É essencial preferir sombras e evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h, sempre que possível. Organizar rotas que utilizem calçadas sombreadas pode ajudar a minimizar a exposição. Usar chapéus de aba larga e óculos escuros com proteção. Roupas com trama fechada ou que ofereçam proteção UV (UPF) são igualmente importantes. Em dias de sol forte, um guarda-chuva ou sombrinha pode ser uma boa proteção adicional”, finaliza a médica.


FONTES:


*SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA – REGIONAL SÃO PAULO (SBD-RESP): Fundada em 1970, a SBD-RESP é uma entidade médica criada para fomentar a pesquisa, o ensino e o aprimoramento científico da Dermatologia como especialidade médica. A SBD-RESP reúne todos os dermatologistas filiados e os serviços credenciados do Estado de São Paulo, que são constituídos por hospitais com cursos de especialização em Dermatologia (residência médica e/ou estágio) certificados pela SBD Nacional. Atualmente, a SBD-RESP reúne cerca de 4.000 associados e organiza uma série de eventos de ensino e de reciclagem. Entre eles: RESP em foco, Jornadas, COPID (Congresso Paulista de Interligas de Dermatologia), e a RADESP (Reunião Anual dos Dermatologistas do Estado de São Paulo). Instagram: @sbd_resp


*DRA. GLAUCE EIKO: Dermatologista, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). Graduada em Medicina pela Universidade de Gurupi, possui pós-graduação em Cirurgia Dermatológica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatologia e Oncologia Dermatológica pelo Hospital Sírio Libanês, além de especializações em Saúde Pública, Vigilância Sanitária e Epidemiológica. Também é graduada em Farmácia. CRM-SP: 137527 | RQE: 73365. Instagram: @dra.glauce.eiko


*DRA. PAOLA POMERANTZEFF: Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais. CRM 115941 | RQE 29608. Instagram: @drapaoladermatologista




Por,

Gisele Barros

Editora Chefe do Portal ALL SENSEZ

Especialista no Mercado de Fragrâncias

Consultora de Comunicação Especializada em Perfumaria







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