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O Direito à Volta: campanha sobre câncer de mama em São Paulo

há 2 dias
4 min de leitura

Iniciativa da Lilly reúne atividades de bem-estar e conversas sobre diagnóstico precoce, autoestima e retomada da vida após o tratamento oncológico.


Duas mulheres sorrindo em fundo degradê rosa e laranja, com o texto O direito à volta e mensagem sobre câncer de mama.

O tratamento do câncer de mama não termina necessariamente quando se encerram as etapas clínicas. Para muitas mulheres, a recuperação também envolve reconstruir a autoestima, retomar a vida profissional, fortalecer vínculos afetivos e redescobrir a confiança para ocupar espaços que faziam parte de sua rotina. É nesse contexto que o autocuidado ganha uma dimensão que ultrapassa a saúde física e passa a envolver identidade, autonomia e pertencimento.


Essa é a reflexão proposta pela campanha “O Direito à Volta”, da farmacêutica Lilly, que chega a São Paulo no dia 24 de outubro com uma manhã gratuita de atividades e conscientização no Parque Villa-Lobos. A iniciativa integra a mobilização do Outubro Rosa e amplia a conversa sobre o câncer de mama ao abordar não apenas a importância do diagnóstico precoce, mas também os desafios enfrentados pelas mulheres na retomada de suas vidas após o tratamento.


Na capital paulista, onde o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 5.840 novos casos da doença em 2026, a discussão ganha relevância. Segundo a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), quando alterações pré-malignas e tumores muito pequenos são identificados e tratados precocemente, as chances de cura podem chegar a aproximadamente 90%.


Mas, além das perspectivas clínicas, existe uma dimensão da recuperação que nem sempre recebe a mesma atenção: a maneira como cada mulher reconstrói sua relação com o próprio corpo, com suas atividades cotidianas e com a sociedade.


“Nossa intenção em São Paulo é criar um espaço de pausa e diálogo seguro em meio ao ritmo do dia a dia. Enfrentar o câncer de mama envolve a dimensão clínica, mas também exige olhar para a reconstrução da vida dessa mulher – o resgate da sua autoestima, o retorno ao trabalho e a retomada do seu papel na sociedade com autonomia. Falar de tratamento eficiente é garantir que ela tenha suporte para recomeçar e ocupar novamente todos os seus espaços com confiança.”, comentou Luiz André Magno, Diretor Médico Executivo da Lilly Brasil.


Autocuidado, movimento e reconexão com a própria identidade


Em uma cidade marcada pela velocidade da rotina, a proposta de ocupar um espaço verde para falar sobre saúde também traz uma perspectiva importante: criar oportunidades de escuta, acolhimento e troca de experiências fora do ambiente hospitalar.


A programação começa com uma aula de pilates solo, voltada ao alívio de tensões e ao fortalecimento corporal. A atividade abre caminho para uma conversa mais ampla sobre o significado de voltar à rotina depois de enfrentar o câncer de mama.


Na sequência, a roda de conversa “O Direito à Volta” reunirá a apresentadora Sabrina Parlatore, a influenciadora Carolina Magalhães, Emilly Silva, Roberta Perez, os médicos Pedro Dal Bello e Fabiana Makdissi, além de Gisele Gengo, representante do Instituto OncoSuperação, conforme a relação de participantes divulgada pela organização.


Entre os temas previstos estão os desafios da reinserção no mercado de trabalho, o resgate da identidade pessoal, a reconstrução das relações sociais e afetivas e o direito de retomar a própria autonomia.


A participação de Sabrina Parlatore também pretende reforçar a importância do acesso à informação de qualidade, do diagnóstico no momento adequado e do suporte necessário para que a mulher possa reorganizar diferentes dimensões da vida após o tratamento.


Ao reunir profissionais de saúde, representantes de instituições e mulheres que participam dessa discussão, o encontro procura aproximar conhecimento médico e experiências pessoais, reconhecendo que o processo de recuperação não se limita aos resultados dos exames ou ao encerramento das terapias.


O cuidado que continua depois do tratamento


A proposta de “O Direito à Volta” chama atenção para uma questão que merece permanecer em pauta para além do Outubro Rosa: o que significa, de fato, recuperar a qualidade de vida depois do câncer?


A resposta não está apenas na possibilidade de retomar atividades anteriores, mas também nas condições físicas, emocionais e sociais necessárias para que essa retomada aconteça.


Nesse sentido, autoestima, acolhimento, movimento corporal e vínculos afetivos deixam de ser assuntos periféricos e passam a integrar uma compreensão mais abrangente do cuidado, sem substituir o acompanhamento médico e as necessidades individuais de cada paciente.


Para a indústria da saúde e para as iniciativas de conscientização, a campanha evidencia a importância de uma comunicação que vá além da prevenção e do tratamento, incluindo também as experiências de quem conviveu com a doença.


Para as mulheres, a mensagem é igualmente significativa: o direito à recuperação envolve não apenas cuidar da saúde, mas encontrar apoio para reconstruir a própria trajetória, respeitando o tempo, os limites e as possibilidades de cada uma.


Campanha O Direito à Volta


Data: 24 de outubro de 2026, sábado

Horário: Das 10h às 12h

Local: Parque Villa-Lobos, Avenida Professor Fonseca Rodrigues, 2001, Alto de Pinheiros, São Paulo.

Ponto de encontro: Próximo ao letreiro da entrada principal.

Entrada: Gratuita e aberta ao público.

Recomendações: Usar roupas confortáveis para a prática de pilates e levar protetor solar.

Programação: Das 10h às 10h15, café de boas-vindas e abertura; das 10h15 às 10h50, aula de pilates solo; das 10h50 às 12h, roda de conversa “O Direito à Volta”.




Por,

Gisele Barros

Editora Chefe do Portal ALL SENSEZ

Especialista no Mercado de Fragrâncias

Consultora de Comunicação Especializada em Perfumaria


Gisele Barros - Editora Chefe do Portal ALL SENSEZ




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