Mais do que um rosto bonito: por que a “skinificação” do corpo é uma megatendência em beleza
- Gisele Barros

- 10 de jun.
- 4 min de leitura
Para profissionais da área, comunicação clara e raciocínio clínico são elementos fundamentais no segmento de estética e bem-estar. Entre os temas abordados no congresso estão epilação e modulação tecidual.

Durante anos, os cuidados com a pele foram praticamente sinônimos de rotinas faciais. Mas um movimento crescente está mudando esse paradigma: a “skinificação” do corpo, ou seja, a aplicação de protocolos de skincare facial para o tratamento da pele corporal, emerge como uma das principais tendências da área de estética e beleza.
O tema chega com força ao 32º Congresso Científico Internacional de Estética (Congresso Estetika), que ocorre entre 31 de julho e 2 de agosto de 2026, no São Paulo Expo, na capital paulista. A tendência reflete uma mudança de mentalidade tanto dos consumidores quanto dos profissionais: a pele do corpo também envelhece, sofre inflamações, perde colágeno e exige tratamento especializado.
“Hoje existe uma compreensão muito mais madura sobre o envelhecimento da pele como um processo global e contínuo. O corpo também passa por alterações importantes ao longo do tempo, como redução de colágeno, perda de elasticidade, alterações na firmeza, hidratação e qualidade tecidual”, afirma Jacqueline Sobral, especialista em estética corporal e palestrante do Congresso Estetika 2026.

Nesse contexto, ela aponta que “a comunicação científica clara e ética teve um papel fundamental para ampliar essa consciência no paciente. Quando o profissional traduz a ciência de forma acessível, o paciente entende que os tratamentos corporais vão muito além da estética visual. Estamos falando de saúde da pele, prevenção, regeneração tecidual e qualidade de vida. Quando associamos tecnologias avançadas a ativos inteligentes, como antioxidantes, peptídeos biomiméticos, fatores de crescimento e dermocosméticos de alta performance, conseguimos potencializar resultados de maneira segura, estratégica e personalizada”, avalia Sobral.
Assim, o principal salto científico que o profissional precisa dar é compreender que estética não é apenas protocolo, mas raciocínio clínico. “É entender fisiologia da pele, comportamento celular, alterações hormonais, inflamação tecidual e envelhecimento cutâneo de forma integrada.”

“Durante muitos anos, o tratamento corporal foi direcionado principalmente para volume e medidas. Hoje entendemos que o corpo precisa ser tratado com a mesma inteligência biológica que utilizamos na face”, explica a Profª Priscilla Nardy, também palestrante do Congresso Estetika 2026.
“Quando falamos em skinificação corporal, estamos falando de cuidar da qualidade do tecido, da barreira cutânea, da inflamação, da matriz extracelular e da comunicação celular. Isso é especialmente importante no tratamento de lipedema, uma condição que envolve alterações inflamatórias, microcirculatórias e estruturais do tecido adiposo”.
Para ela, o profissional não deve enxergar gordura localizada e flacidez apenas como uma queixa estética. Deve enxergar o tecido como um sistema biológico complexo. “A grande tendência não está em buscar mais tecnologias, mas em desenvolver mais raciocínio clínico. Antes de escolher um equipamento ou um protocolo, é preciso entender qual é a necessidade daquele tecido, qual o nível de inflamação, qual a qualidade da pele, como está a circulação e quais são os objetivos reais daquela paciente”.
Ela também aponta que o atendimento humanizado continua sendo um dos maiores diferenciais da profissão. “A tecnologia gera possibilidades, mas é a conexão com o paciente que gera confiança e adesão ao tratamento”.
Nardy e Sobral falam, respectivamente, nos painéis: “Modulação tecidual no tratamento da celulite e gordura localizada” e “Epilação de alta precisão: ciência e saúde da pele”, no dia 1º de agosto, às 12h30 e às 15h10. A programação está disponível no site.
Curadoria científica e visão de mercado

A skinificação do corpo reflete o amadurecimento máximo do mercado de estética. Desde a década de 1980, vejo o setor se transformar, mas nunca estivemos tão próximos da fusão ideal entre a alta ciência cosmética e a prática clínica corporal. Trazer essa megatendência para o centro do Congresso Estetika 2026 é responder a uma demanda urgente de consumo e consolidar o corpo como o novo protagonista dos consultórios, aponta Maria de Fátima Lima Pereira, um dos nomes mais respeitados em saúde estética no Brasil e curadora de conteúdo do Congresso Estetika 2026.
Para ela, “incluir a skinificação como um dos eixos centrais do Congresso Estetika 2026 é chancelar uma mudança que redefine o modelo de negócios das clínicas de estética. O bodycare deixou de ser um coadjuvante focado apenas em protocolos isolados de redução de medidas. Quem não dominar essa abordagem tecidual profunda vai ficar para trás.”
O 32º Congresso Estetika reúne profissionais de estética, fisioterapia dermatofuncional, biomedicina e áreas correlatas em torno de conteúdo científico de alto nível. “O Estetika está sempre de olho nas tendências para levar aos visitantes tudo o que está moldando o setor de estética, saúde, beleza e bem-estar. O profissional que vem ao evento sai preparado para aprimorar seu atendimento e se destacar no mercado”, ressalta Tatiana Zaccaro, diretora de Unidade de Negócios da GL events Exhibitions, organizadora do evento.
Estetika 2026 | 32ª Feira e 32º Congresso Científico Internacional de Estética
Data: 31 de julho a 2 de agosto de 2026
Local: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km – Vila Água Funda, São Paulo)
Mais informações e inscrições: neste link
Por,
Gisele Barros
Editora Chefe do Portal ALL SENSEZ
Especialista no Mercado de Fragrâncias
Consultora de Comunicação Especializada em Perfumaria

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