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Grupo Boticário e Einstein Hospital Israelita divulgam estudo que reforça o olfato como um marcador essencial de bem-estar

Estudo avalia como a percepção do olfato pode ser influenciada por agentes externos e reforça a importância de estudar o sentido como um indicador de bem-estar.


Mulher de olhos fechados com flor branca no cabelo, diante de folhagem verde, em pose serena e relaxada.

Em colaboração estratégica, o Centro de Pesquisa do Olfato do Grupo Boticário (CPO) e o Einstein Hospital Israelita, anunciam os resultados do estudo que buscou compreender os impactos dos agentes sintéticos hormonais orais no olfato. A pesquisa, disponível em publicação da revista científica Frontiers in Human Neuroscience, contribui para ampliar a compreensão das interações entre capacidade olfativa, bem-estar e uso de contraceptivos hormonais, ampliando o conhecimento científico sobre o tema e reforçando o compromisso das instituições envolvidas com a saúde e bem-estar da mulher.

 

A análise envolveu mulheres de 18 a 40 anos, sem histórico de fatores capazes de interferir diretamente no olfato (como tabagismo ou doenças neurológicas, endócrinas e outras condições associadas). As participantes foram divididas em dois grupos: usuárias de hormônios sintéticos de uso oral (anticoncepcionais orais) há pelo menos três meses e mulheres que não utilizam contraceptivo hormonal há mais de três meses, com ciclo menstrual regular. As participantes do estudo passaram inicialmente por uma triagem com nasofibroscopia para descartar alterações morfológicas que pudessem mascarar os resultados.

 

A avaliação da capacidade olfativa foi realizada em duas sessões distintas, permitindo comparar o desempenho das mulheres em diferentes momentos de seus ciclos: nas fases pré ovulatória e lútea para ciclos naturais, e entre os dias 7–11 e 24–28 do regime contraceptivo, intervalos que abrangem tanto o período ativo quanto o de pausa, incluindo também as usuárias de uso contínuo. O estudo utilizou o Sniffin’ Sticks Test, padrão-ouro global que mensura o limiar olfativo, a discriminação e a identificação de odores, e, complementando a análise sensorial, foram aplicadas a Escala de Felicidade Subjetiva, que avalia o humor e a percepção da felicidade, e o Índice de Satisfação com a Vida, que mensura o nível de contentamento com a trajetória pessoal.


Os achados indicam que não houve diferença significativa na acuidade olfativa na comparação geral entre os grupos. Além disso, como o diferencial do estudo está na abordagem multidimensional, que reforça o olfato como um fenômeno também ligado ao estado psicológico, os dados mostraram uma correlação positiva entre melhor desempenho olfativo e maiores índices de felicidade e satisfação com a vida, ou seja, quanto maior a capacidade olfativa, melhores os resultados em bem-estar. A descoberta evidencia a relação do olfato com o bem-estar e reforça a importância de investigá-lo como um indicador relevante da saúde.


Aliança para o avanço do estudo sobre o olfato


Os resultados obtidos são fruto de um trabalho conjunto entre o Centro de Pesquisa do Olfato do Grupo Boticário e o Einstein Hospital Israelita, via Eretz.bio, hub de startups do Einstein. A colaboração segue promissora para a produção acadêmica nacional, por usar de recursos privados para entregar dados relevantes ao interesse público, sendo esse um compromisso compartilhado por ambas as organizações. “O estudo reforça a importância da pesquisa translacional na conexão entre ciência e aplicação no desenvolvimento de produtos, ampliando a compreensão do cuidado e do bem-estar feminino”, afirma Camila Hernandes, Gerente de Inovação do Einstein.

 

A intenção do Grupo Boticário é de possibilitar que suas frentes de trabalho atuem de forma conjunta e complementar, entendendo os recortes de novas pesquisas e o papel da expertise de cada time para o avanço científico promovido pelo Grupo. “As mulheres compõem uma fatia expressiva do nosso público, e inovar de verdade começa por reconhecer a realidade biológica delas. Por muito tempo, a ciência negligenciou particularidades da fisiologia feminina e isso gerou lacunas relevantes. No Grupo Boticário, escolhemos liderar uma investigação mais profunda, incluindo os ciclos hormonais, para transformar rigor científico em tecnologias de cuidado e lançamentos mais fiéis às necessidades da consumidora”, explica Gustavo Dieamant, Diretor de P&D do Grupo Boticário.

 

Por dentro dos resultados obtidosEmbora os dois grupos avaliados tenham apresentado bom desempenho no olfato, as mulheres que usam anticoncepcionais orais mostraram, em média, pontuações menores na Escala de felicidade subjetiva, que avalia o bem-estar e o humor no dia a dia. No entanto, não houve mudança relevante no Índice de satisfação com a vida entre os grupos. Isso indica que, apesar de o anticoncepcional poder influenciar levemente o estado emocional cotidiano, ele não afeta a forma como a mulher avalia sua própria trajetória e suas conquistas ao longo do tempo.

 

No campo da capacidade olfativa, os dados trouxeram indícios preliminares de variações conforme o tipo de hormônio sintético utilizado, embora esses pontos sugiram a necessidade de novos estudos para uma conclusão definitiva. Observou-se, por exemplo, uma tendência de melhor desempenho no limiar olfativo (a menor concentração de um cheiro percebida) entre usuárias de valerato de estradiol quando comparadas às de etinilestradiol em dosagem de 0,03 mg. Da mesma forma, o grupo que utilizava apenas progestágeno apresentou nuances na discriminação e identificação de odores que abrem caminho para investigações mais profundas sobre como diferentes dosagens podem interagir com os sentidos.

 

É possível encontrar a pesquisa “Olfactory perception and wellbeing across hormonal contraceptive users and menstrual cycle phases”, na íntegra, aqui.

 

Ainda, em paralelo ao estudo científico, o Grupo Boticário realizou uma escuta social que identificou que o olfato já aparece de forma espontânea nas conversas de mulheres sobre diferentes momentos hormonais. Os maiores volumes de menções estão associados à gravidez, puerpério, ciclo menstrual e à TPM, com relatos ligados à hipersensibilidade a cheiros, enjoo, aversões alimentares, desconfortos e gatilhos emocionais. No recorte sobre anticoncepcionais e menopausa, a análise apontou que, apesar do volume de menções, os temas mostram potencial para ampliar o debate sobre os impactos hormonais na percepção olfativa, especialmente em conversas ainda pouco exploradas socialmente.

 

Para além do olfato do Grupo BoticárioAlém de perfumar, as fragrâncias têm o poder de despertar sentimentos e emoções de forma rápida, já que estão ligadas diretamente ao nosso olfato, que se conecta com a parte do cérebro responsável pelas emoções e memórias.

 

“A compreensão dos mecanismos profundos de como as fragrâncias interagem com o nosso cérebro é, sem dúvida, um dos marcos mais fascinantes da ciência sensorial. Mais do que simples aromas, essas moléculas são pontes diretas para nossas memórias e emoções, transformando instantes comuns em experiências de profundo sentimento e promovendo bem-estar. Para isso, é essencial conhecer o consumidor a fundo, entendendo suas preferências, desejos e necessidades emocionais, a fim de criar experiências que realmente se conectem com ele”, comenta César Veiga, Perfumista do Grupo Boticário e um dos autores do estudo.





Por,

Gisele Barros

Editora Chefe do Portal ALL SENSEZ

Especialista no Mercado de Fragrâncias

Consultora de Comunicação Especializada em Perfumaria


Gisele Barros - Editora Chefe do Portal ALL SENSEZ





 

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