CALVÍCIE FEMININA: ENTENDA COMO CONTROLAR A DOENÇA QUE DEIXA O CABELO MAIS FINO E MENOS DENSO
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A condição afeta a autoestima das mulheres que ficam emocionalmente muito abaladas com a perda dos fios.

Apesar de atingir principalmente os homens, a alopecia androgenética, popularmente conhecida como calvície, também afeta mulheres. “Nas mulheres, logo no início da calvície, a primeira impressão é que o cabelo perdeu o peso, o volume, já não cresce mais, até que progressivamente a rarefação chega ao ponto de expor ou esboçar o esbranquiçado do couro cabeludo. O cabelo ralo e fino é mais comum na parte superior da cabeça, na linha média do cabelo, mas também pode acometer a coroa e acontece de maneira difusa, sem provocar clareiras ou falhas circulares e bem definidas. Existem vários graus de alopecia e a exposição do couro cabeludo é determinada pela gravidade da alopecia, mas a mulher raramente fica com a careca lisa e brilhante como a do homem”, explica a Dra. Lilian Brasileiro, médica membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Apesar disso, a condição afeta a autoestima das mulheres que ficam emocionalmente muito abaladas com a perda dos fios”, acrescenta a médica.
Segundo a médica, nas mulheres, a calvície pode ser percebida, por exemplo, ao fazer uma risca ao meio no couro cabeludo. “Nós vamos observar uma escassez espalhada onde o couro cabeludo começa a se tornar evidente em toda essa região. Então o cabelo vai ficando mais ralo, mais rarefeito em toda a região da área central do couro cabeludo a partir da linha média em direção às laterais”, detalha a Dra. Lilian. A identificação também pode ser feita pelo aumento da quantidade diária de fios caindo (superior a 100 por dia). “A falta de volume ao prender o cabelo também é uma maneira de identificar”, diz a médica.
Como esse é um problema de padrão genético, é fundamental procurar um médico. “A alopecia androgenética não pode ser prevenida, mas é possível retardar e controlar a condição através de medicação, suplementação, realização de sessões de lasers e o uso de medicamentos tópicos. Já quanto ao tratamento, este pode variar de acordo com a gravidade da queda capilar”, completa a Dra. Lilian. Mas antes de tudo é necessário fazer o diagnóstico diferencial da doença e, com base nisso, é possível definir a melhor estratégia de tratamento. “O plano de tratamento pode incluir, por exemplo, estratégias como o uso de medicações tópicas e orais, como o famoso Minoxidil, e suplementação de polivitamínicos e poliminerais, que atuam diretamente no calibre e sustentação do fio, promovendo aumento da densidade geral do cabelo”, diz o médico Dr. Marcelo Nogueira. A suplementação oral pode incluir ingredientes como o Exsynutriment, um silício estabilizado em colágeno marinho que é fundamental para o crescimento de fios mais fortes e resistentes. “Exsynutriment é importante para os cabelos, pois um folículo piloso nutrido com silício e embebido em colágeno irá promover um incremento na produção de queratina fortalecendo os fios, evitando a queda e proporcionando mais resistência e elasticidade”, diz a farmacêutica Patrícia França, gestora científica da Biotec Dermocosméticos. “Uma abordagem nova é o uso da terapia regenerativa, com microenxertos de células progenitoras ou uso de exossomos autólogos. A terapia com microenxertos de células progenitoras envolve a retirada de células progenitoras da derme do paciente, geralmente do couro cabeludo. Essas células são então processadas e injetadas na área afetada pela queda de cabelo ou calvície. As células progenitoras têm a capacidade de se diferenciar em células especializadas do cabelo, promovendo autorregeneração do folículo capilar pela melhora do microambiente e seus sinalizadores moleculares, estabelecendo uma nova rede de circulação sanguínea, gerando mais volume de fios”, comenta a médica. “No caso dos exossomos autólogos, o Exocube é um pequeno cubo capaz de transformar o sangue coletado dos pacientes em um material rico em exossomos, pequenas vesículas extracelulares que possuem um papel importante na comunicação intercelular e carregam uma série de proteínas sinalizadoras, enzimas antioxidantes, lipídios bioativos e microRNAs. Dessa forma, essas moléculas têm poderosa capacidade regenerativa, anti-inflamatória e moduladora. Além de serem grandes aliados em casos de alopecia androgenética e outras forma de queda, estimulando o crescimento de novos fios e melhorando a densidade capilar, os exossomos também contribuem com a saúde do couro cabeludo e promovem hidratação dos fios, tornando-os mais fortes e brilhantes”, explica a Dra. Lilian Brasileiro. É possível associar o tratamento à limpeza e esfoliação profunda do Hydrafacial Keravive. “O procedimento também pode contribuir no tratamento de queda capilar, podendo estimular o crescimento dos folículos caso estejam em repouso. Vale lembrar que uma série de fatores impactam no sucesso da terapia, como o tipo de alopecia e a resposta individual do paciente. Mas, de maneira geral, melhorar a saúde do couro cabeludo, com maior aporte nutricional e incremento no processo de microcirculação, pode contribuir no tratamento de variados tipos de queda capilar”, afirma a Dra. Lilian, que explica que, em um primeiro momento do tratamento, a exclusiva tecnologia Vortex Fusion do Hydrafacial Keravive gera um efeito de vórtice capaz de promover limpeza e esfoliação profunda e melhorar a microcirculação e o fluxo sanguíneo do couro cabeludo ao mesmo tempo em que aplica a solução Beta HD-Clear.
Os tratamentos em clínica também são indicados, segundo o dermatologista Dr. Abdo Salomão Jr., membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Megadermo Duo é um exemplo de tratamento eficaz. Seu sistema de radiofrequência microagulhada age para melhorar a queda, garantir crescimento acelerado e engrossar os fios. Ele conta com um sistema de microagulhas extremamente finas, que vão agir no nível do bulbo capilar com energia de radiofrequência extremamente baixa para estimular sem atrofiar. Esse que é o grande diferencial”, explica o dermatologista Dr. Abdo.
O transplante capilar, apesar de muito realizado por homens, não é indicação exclusiva para eles. “Mulheres com alopecia androgenética também se beneficiam do transplante capilar. “Basicamente, o procedimento consiste na retirada de unidades foliculares (raízes dos cabelos) do paciente de uma região, chamada de área doadora, para serem transplantadas em outra”, explica o Dr. Marcelo Nogueira. O procedimento pode ser realizado com diferentes técnicas, mas, recentemente, vem ganhando popularidade um método conhecido como No Shave (sem raspagem), que permite que os fios sejam implantados na área calva sem a necessidade de raspar o cabelo da região, preservando o comprimento e garantindo um aspecto visual muito mais agradável no pós-operatório imediato e durante a recuperação. “Essa é uma evolução da técnica FUE (sigla em inglês para Extração de Unidade Folicular, em inglês), em que os fios são extraídos individualmente por meio de micro incisões, não sendo necessário retirar uma faixa inteira de pele da área doadora como é feito em outras técnicas, o que também garante mais naturalidade”, completa o Dr. Marcelo Nogueira.
Porém, independentemente do tratamento, que deve ser indicado pelo médico, é preciso entender que a doença não tem cura definitiva. “Logo, o tratamento clínico, com medicação oral e tópica, deve ser contínuo e com uma rotina de cuidados regrada para que haja uma melhora significativa”, finaliza a Dra. Lilian.
FONTES:
*DRA LILIAN BRASILEIRO: Médica, graduada pela Universidade do Oeste Paulista (2012). Palestrante em eventos nacionais sobre laser e tecnologias, procedimentos injetáveis e tratamentos capilares; possui publicações em revistas científicas e em livros. CRM 156908 | Instagram @lilianbrasileiro.dra
*DR. MARCELO NOGUEIRA: Médico (CRM SP 202888) há 10 anos formado pela Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora, fundador do método DVN (Densidade, Volume e Naturalidade) de Transplante Capilar. Com curso de pós-graduação latu sensu em Tricologia Médica pelo Núcleo de Ensino Superior em Ciências Humanas e da Saúde, o médico também tem pós-graduação latu sensu em Dermatologia, pelo Núcleo de Ensino Superior em Ciências Humanas e da Saúde, e experiência de seis anos na área de transplante capilar. Instagram: @drmarcelo.nogueira
*PATRÍCIA FRANÇA: Farmacêutica e gestora científica da Biotec. Bioquímica, professora universitária, palestrante em congressos médicos e membro honorário da Asociación Médica Boliviana Ortomolecular. CRF 22605.
*DR. ABDO SALOMÃO JR: Doutor em Dermatologia pela USP (Universidade de São Paulo). É sócio Efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Membro da American Academy of Dermatology (AAD), Sociedade Brasileira de laser em Medicina e Cirurgia e do Colégio Ibero Latino Americano de Dermatologia. Dr. Abdo Salomão Jr. ministra aulas nos principais congressos nacionais da especialidade. Além disso, já deu aulas na Austrália, Itália e Coréia do Sul. É uma referência em conhecimento de lasers e tecnologias para fins dermatológicos e estéticos. Diretor da Clínica Dermatológica Abdo Salomão Junior. CRM 36939 | RQE 14357. Instagram: @drabdosalomao
Por,
Gisele Barros
Editora Chefe do Portal ALL SENSEZ
Especialista no Mercado de Fragrâncias
Consultora de Comunicação Especializada em Perfumaria





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