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Brasileiros associam cosméticos à saúde e ao bem-estar, e não apenas à estética, aponta estudo

Pesquisa da ESPM e da ABIHPEC revela que consumidores valorizam produtos de higiene e beleza como aliados da saúde física, mental e social.


Quatro mulheres fazem yoga ao ar livre em um parque, sobre tapetes, sob árvores amarelas num dia ensolarado.
Crédito: Pexels 

Mais do que instrumentos de estética, os produtos de higiene, beleza e cuidados pessoais passaram a ser associados pelos brasileiros à promoção da saúde física, do equilíbrio emocional e da qualidade das relações sociais. É o que revela uma pesquisa realizada com 2 mil consumidores de todas as regiões do país.


O estudo Índice do Cuidado Integral, desenvolvido pelo CEAM (Centro de Estudos Aplicados de Marketing), da ESPM, em parceria com a ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), criou e validou a primeira escala brasileira para mensurar cientificamente o conceito de cuidado integral, reunindo dimensões físicas, mentais e sociais do bem-estar.


Saúde, autoestima e qualidade de vida estão entre os principais benefícios percebidos


Segundo Flávio Bizarrias, coordenador do CEAM, professor e pesquisador da ESPM, os resultados mostram que o consumidor brasileiro entende o cuidado integral como um conceito multidimensional.


"Entre os aspectos mais associados ao tema estão saúde física e mental, relações saudáveis, autoestima, higiene cotidiana e até propósito de vida. Mais do que produtos voltados à aparência, o consumidor contemporâneo busca soluções que promovam bem-estar, qualidade de vida, confiança e conexões sociais", afirma.


Consumidores esperam que marcas ampliem seu papel no bem-estar


O levantamento também mostra que 42% dos entrevistados esperam que as marcas contribuam de forma mais ampla para a promoção do bem-estar, priorizando ingredientes seguros e naturais.


Além da qualidade dos produtos, os consumidores valorizam empresas que ofereçam:


  • orientações sobre saúde (44%);

  • produtos que contribuam para uma imagem positiva perante os outros (43%);

  • soluções que proporcionem momentos de autocuidado e recompensa pessoal (42%);

  • itens com benefícios terapêuticos (29%).


Energia, prazer e equilíbrio emocional aparecem entre os principais impactos


Os benefícios percebidos pelos consumidores vão além da aparência. Entre os principais impactos atribuídos às práticas de cuidado pessoal estão:


  • mais energia e disposição física (44%);

  • sensação de prazer (43%);

  • bom humor (42%);

  • equilíbrio emocional (32%);

  • redução do estresse (31%).


“Os resultados indicam que o setor de higiene, perfumaria e cosméticos vem sendo cada vez mais associado a temas tradicionalmente ligados à saúde e ao bem-estar”, diz Bizarrias. “Para os consumidores, esses produtos desempenham um papel relevante na promoção da qualidade de vida, do autocuidado e da prevenção em saúde”.

 

Primeira escala brasileira mede o cuidado integral


A pesquisa, realizada com consumidores de todas as regiões do Brasil, resultou em uma nova ferramenta científica capaz de mensurar o cuidado integral a partir de três dimensões interdependentes:


  • saúde física;

  • saúde mental;

  • saúde social.


A iniciativa busca ampliar a compreensão sobre o papel dos produtos de higiene, perfumaria e cosméticos na rotina dos brasileiros, considerando não apenas os aspectos estéticos, mas também seus impactos na qualidade de vida e no bem-estar.




Por,

Gisele Barros

Editora Chefe do Portal ALL SENSEZ

Especialista no Mercado de Fragrâncias

Consultora de Comunicação Especializada em Perfumaria


Gisele Barros - Editora Chefe do Portal ALL SENSEZ




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