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Bemgloria aprofunda compromisso com a bioeconomia em imersão na Amazônia

Marca visita o Acre, conhece a origem dos ativos presentes em seus cosméticos e fortalece a conexão com os povos Huni Kuin e a floresta amazônica.


Mulher sorridente de vestido azul segura dois frascos de skincare rosa e vermelho diante de fundo de folhas verdes.

Mais do que tendência, a bioeconomia vem consolidando um novo paradigma para a indústria da beleza: aproximar inovação, biodiversidade e impacto social em um mesmo modelo de negócio. Nesse contexto, compreender a origem dos ingredientes e fortalecer relações com os territórios onde eles nascem torna-se parte da construção de marcas que desejam transformar discurso em prática. Foi com esse propósito que a Bemgloria realizou uma imersão inédita na Amazônia Acreana, aprofundando sua conexão com a floresta e com os povos que preservam seus conhecimentos ancestrais.


A marca brasileira de cosméticos veganos, fundada por Gloria Pires, Orlando Morais, Cibele Regis, Janine Gonçalves e outros sócios, passou quatro dias no Acre em uma jornada que reuniu contato com a floresta original, visita aos ingredientes que compõem suas formulações e vivências com o povo indígena Huni Kuin. Para a empresa, a experiência representou mais do que uma agenda institucional: foi um reencontro com o propósito que deu origem à marca.


A programação começou na Reserva Botânica da Universidade Federal do Acre (UFAC), em Rio Branco, um fragmento preservado de floresta nativa localizado dentro do campus universitário. No espaço, a equipe realizou um ensaio fotográfico e revisitou espécies amazônicas presentes em seus produtos, como açaí, buriti, cupuaçu, patauá, pracaxi e mulateiro. Pesquisadores da universidade acompanharam a visita, apresentando a história e as características de cada árvore e semente utilizadas pela biodiversidade amazônica.


A relação de Gloria Pires com a floresta, entretanto, antecede a criação da Bemgloria. Seu primeiro papel no cinema foi interpretando uma indígena, experiência que, segundo a atriz, despertou uma conexão profunda com esse universo. Décadas depois, a visita ao Acre representou um reencontro pessoal.


"É como se eu estivesse voltando para um lugar meu. Além da beleza do lugar, da experiência com o Mapu, de conhecer meu afilhado, todas as sincronicidades que foram acontecendo, tudo foi um presente. Me senti totalmente conectada. A forma como tudo aconteceu, no curto tempo, foi tão rápido e tão intenso. Fiquei fascinada e já estou planejando a volta", conta a fundadora da Bemgloria.


A viagem acontece em um momento de expansão da marca. A Bemgloria afirma já ter impactado mais de 20 milhões de pessoas por meio de suas redes sociais, está presente em redes como Drogaria São Paulo, Drogarias Pacheco e Carrefour e negocia sua entrada em mais de 20 varejistas brasileiros.


Segundo as fundadoras, esse crescimento está diretamente ligado ao compromisso com a bioeconomia. Todos os produtos são veganos, formulados com ativos obtidos de forma sustentável e livres de substâncias consideradas nocivas. A produção é realizada em Manaus, em uma fábrica voltada ao uso responsável da biodiversidade amazônica e ao fortalecimento da economia local.


"Nossa conexão com a floresta é o coração da empresa. Cada produto carrega o propósito de levar a riqueza da Amazônia para o cotidiano das pessoas, de forma ética e sustentável", afirma Cibele Regis, cofundadora da marca.


Mulher de vestido amarelo em floresta tropical, sorrindo e mostrando frasco de cosmético; outros frascos sobre tronco.

No segundo dia da programação, a equipe foi recebida pelo povo Huni Kuin no Centro Huwã Karu Yuxibu, localizado no Km 36 da Transacreana, em Rio Branco. Com 11 hectares, o espaço apoia projetos destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social e comunidades indígenas, além de manter um viveiro com mais de 22 mil mudas de espécies nativas voltadas ao reflorestamento.


A visita foi conduzida por Mapu Huni Kuin, artista, liderança indígena e amigo de Gloria Pires desde as gravações da novela Terra e Paixão. Durante a imersão, os participantes conheceram aspectos da cultura Huni Kuin — também conhecidos como Kaxinawá, um dos maiores povos indígenas do Acre, com cerca de 22 mil integrantes.


A programação incluiu caminhadas até uma samaúma centenária, considerada sagrada por diferentes etnias amazônicas, cerimônias espirituais, rituais tradicionais e um batismo em língua Hãtxa Kuin, no qual cada integrante recebeu um nome indígena. Gloria foi batizada como Txarani Inani Bakē, expressão que significa "a beleza que tece a cura e a força que protege a floresta".


A experiência também contemplou a gastronomia tradicional Huni Kuin, com pratos preparados à base de banana-da-terra, macaxeira, amendoim, folhas e açaí puro, além das tradicionais pinturas corporais com urucum e jenipapo.


Outro momento da visita ocorreu às margens do Riozinho do Rola, onde a equipe conheceu um projeto desenvolvido pelo povo Huni Kuin para o cultivo de cacau, café e açaí, iniciativa voltada à criação de marcas próprias e à geração de renda sustentável para as comunidades.


Foi nesse contexto que os integrantes da Bemgloria puderam observar, em seu ambiente natural, espécies como açaí, buriti e cupuaçu — ingredientes presentes nas formulações da empresa.


"Estar na floresta e enxergar, na planta viva, o ingrediente que está no nosso shampoo, no nosso óleo, isso transforma tudo. Não é mais uma matéria prima num documento. É uma árvore, é um povo, é uma história de centenas de anos. Essa viagem nos mostrou que o nosso trabalho tem que ser sempre à altura do que a Amazônia nos dá", reflete Janine Gonçalves, cofundadora e responsável pelo Marketing da Bemgloria.


Durante a convivência com o povo Huni Kuin, a equipe também conheceu princípios que orientam sua relação com a natureza, baseada na gratidão, no uso responsável dos recursos e na compreensão de que tudo o que é retirado da terra deve ser devolvido de alguma forma.


Para a Bemgloria, esses ensinamentos reforçam pilares que já fazem parte de sua atuação, como a rastreabilidade dos ingredientes, a valorização das comunidades extrativistas, a escolha de fornecedores éticos e o incentivo a práticas que contribuam para manter a floresta em pé.


A experiência também já repercute no desenvolvimento de produtos. Na Naturaltech, a marca apresentou 11 novos lançamentos, incluindo uma linha dedicada ao açaí — ingrediente cuja relevância cultural, alimentar e cosmética foi vivenciada diretamente durante a passagem pela Amazônia. Os produtos já estão disponíveis no e-commerce da empresa, enquanto futuras parcerias com o Centro Huwã Karu Yuxibu permanecem em desenvolvimento.


"A bioeconomia que tanto defendemos ganhou um rosto, um cheiro e um som nessa viagem. O povo Huni Kuin nos mostrou que cuidar da floresta não é apenas uma escolha ambiental. É uma forma de vida, uma visão de mundo. Saímos do Acre mais convictas de que a Bemgloria precisa ser um elo cada vez mais forte entre essa sabedoria e as pessoas que escolhem nossos produtos", conclui Janine Gonçalves.


A visita da Bemgloria evidencia um movimento cada vez mais presente na indústria da beleza: ampliar o olhar sobre a bioeconomia para além do uso de ativos naturais, incorporando relações de longo prazo com os territórios, valorização dos conhecimentos tradicionais e modelos de desenvolvimento que conciliam conservação ambiental, inovação e geração de renda. Nesse cenário, iniciativas que aproximam marcas, comunidades e biodiversidade contribuem para fortalecer uma cadeia produtiva baseada em propósito, rastreabilidade e responsabilidade socioambiental.




Por,

Gisele Barros

Editora Chefe do Portal ALL SENSEZ

Especialista no Mercado de Fragrâncias

Consultora de Comunicação Especializada em Perfumaria


Gisele Barros - Editora Chefe do Portal ALL SENSEZ





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