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ALÉM DA RADIAÇÃO, CALOR TAMBÉM ACELERA ENVELHECIMENTO E AGRAVA DOENÇAS DE PELE

  • 3 de mar.
  • 4 min de leitura

Exposição prolongada ao calor pode, além de envelhecer precocemente a pele, comprometer a barreira cutânea, favorecer ressecamento, aumentar a perda de água transepidérmica e agravar quadros de dermatite e fragilidade vascular.

A discussão sobre os efeitos nocivos do sol costuma se concentrar nos raios UVA e UVB, reconhecidos há décadas como principais vilões do câncer de pele e do fotoenvelhecimento. No entanto, pesquisas recentes têm revelado que a radiação infravermelha (IR), responsável por quase 40% da energia solar que chega à superfície da Terra e percebida pelo corpo como calor, também pode provocar danos importantes às estruturas cutâneas. “A radiação infravermelha, especialmente a fração IRA (760–1400 nm), penetra profundamente na pele e desencadeia a produção de espécies reativas de oxigênio (ROS) nas mitocôndrias, levando ao estresse oxidativo. Esse processo danifica o DNA mitocondrial, ativa enzimas que degradam colágeno e elastina e estimula mediadores inflamatórios relacionados ao envelhecimento precoce. O resultado é uma pele mais fina, menos elástica, com maior propensão a rugas, flacidez e manchas persistentes, como as observadas em pacientes com melasma. Além disso, a exposição prolongada ao calor pode comprometer a barreira cutânea, favorecer ressecamento, aumentar a perda de água transepidérmica e agravar quadros de dermatite e fragilidade vascular”, esclarece a dermatologista Dra. Flávia Brasileiro, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.


A médica Dra. Flávia explica que hoje é consenso que o calor potencializa os efeitos da radiação ultravioleta, criando um ambiente inflamatório e oxidativo propício a mutações celulares. “Em um cenário de aquecimento global, no qual ondas de calor extremo se tornam cada vez mais frequentes, esse impacto tende a se intensificar. A pele, já exposta diariamente à radiação solar, enfrenta agora uma sobrecarga térmica que pode acelerar processos de envelhecimento, inflamação crônica e agravar doenças pigmentares”, destaca a Dra. Flávia Brasileiro.


Diante desse panorama, especialistas defendem a importância de estratégias de proteção que vão além do filtro solar tradicional. “O uso de roupas adequadas, acessórios físicos como chapéus e sombrinhas, bem como a aplicação de antioxidantes tópicos, como vitamina C, vitamina E e polifenóis, são medidas cada vez mais recomendadas”, diz a médica. Segundo a Dra. Flávia, a indústria cosmética também tem respondido a essa demanda, com o lançamento de protetores solares enriquecidos com ativos capazes de reduzir os efeitos do calor e da radiação infravermelha, ampliando a proteção para além dos raios UVA e UVB. É o caso do Biosole Super Age FPS 90, da Ada Tina, o primeiro protetor solar com proteção anticalor do Brasil.  “A energia térmica da radiação infravermelha (calor) aumenta a temperatura da pele, o que leva à produção de mais enzimas que degradam colágeno e elastina, além de promover estresse oxidativo e inflamação crônica. Estamos inaugurando uma nova categoria de fotoproteção anti-idade. O Biosole Super Age FPS 90 não só oferece altíssima proteção contra as radiações UVA, UVB e UVA-Longo, como também defende a pele do impacto das altas temperaturas. Assim, o produto atua na prevenção de rugas, flacidez, manchas e melasma, além do câncer de pele”, explica o farmacêutico Dr. Maurizio Pupo, especialista em cosmetologia e CEO da Ada Tina. O produto ainda garante proteção por até 12 horas contínuas graças à exclusiva tecnologia Solent 400.


Além disso, a suplementação oral pode ajudar a diminuir os danos do calor, principalmente com relação ao melasma e formação de manchas. “Nós moramos em um país muito quente, com um alto índice de radiação infravermelha (calor). Então como recomendar que alguém não passe calor? Por isso a suplementação é fundamental. Se não suplementar, não adianta tratar o melasma. É enxugar gelo”, destaca a farmacêutica Patrícia França, gestora científica da Biotec Dermocosméticos. E, como o melasma é uma doença inflamatória, é preciso investir em suplementos capaz de reduzir essa inflamação, como o F.C. Oral, que têm ação anti-inflamatória respaldada clinicamente por estudos. “Os fosfolipídeos de caviar (F.C Oral®) contam com omêga-3, que tem ação anti-inflamatória pela presença de EPA e DHA vetorizados em fosfolipídeos, Astaxantina e vitamina E. Dessa forma, proporciona ação anti-inflamatória e também forma uma barreira epidérmica, mantendo a membrana celular íntegra e hidratada. A presença da astaxantina e vitamina E em sua constituição conferem ainda ação antioxidante melhorando a homeostase (equilíbrio) cutânea, protegendo tanto o interior como a superfície das membranas fosfolipídicas presentes em nossa pele contra o estresse oxidativo”, diz Patrícia. 


A dermatologista Dra. Flávia ainda explica que, para tratar uma pele que sofre com efeitos do calor, a prioridade é restaurar a barreira cutânea e reduzir o estresse oxidativo. “Isso pode ser feito com produtos calmantes e hidratantes leves, ricos em antioxidantes como vitamina C, vitamina E ou polifenóis, que ajudam a neutralizar radicais livres gerados pela radiação infravermelha”, explica a médica. Após um dia de calor, também é indicado reparar danos com ajuda de cosméticos, como o Sérum Facial Sleep Essentials, da B.URB, que foi especialmente desenvolvido para quem deseja uma rotina de cuidado noturna. “Sua formulação rica em ativos nanotecnológicos que garantem máxima eficácia conta com a niacinamida que atua no controle da oleosidade e no fortalecimento da barreira cutânea, auxiliando na redução da vermelhidão e na melhora da textura da pele”, explica Ana Paula Kascher, diretora comercial da B.URB. “Até mesmo os procedimentos estéticos devem ser pensados em conjunto com a restauração dessa barreira, para não criar ainda mais inflamação. Uma possibilidade é associar tratamentos, com uso da hidrodermoabrasão do Hydrafacial, para oferecer soluções nutritivas e hidratantes, em combinação com tecnologias e injetáveis”, diz a médica. “Mas o fundamental é reforçar a prevenção. E, para isso, é importante manter uma rotina de fotoproteção ampliada, incluindo filtros solares de amplo espectro que ofereçam ativos contra os danos do calor e não apenas contra os raios UVA e UVB”, finaliza.


FONTES:


*DRA. FLÁVIA BRASILEIRO: Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, com mais de 20 anos de atuação em Dermatologia e Cosmiatria. Formada em Medicina na Universidade do Oeste Paulista, de Presidente Prudente (SP), fez Residência em Clínica Médica na Irmandade Santa Casa de São Paulo e em Dermatologia na Universidade do Oeste Paulista. Foi docente da Faculdade de Medicina da Universidade do Oeste Paulista, de 2007 a 2014. A médica participa periodicamente de Congressos, Workshops e Simpósios nacionais e internacionais. Instagram: @flaviabrasileirodermato / @renascencedermatologiapp


*PATRÍCIA FRANÇA: Farmacêutica e gestora científica da Biotec. Bioquímica, professora universitária, palestrante em congressos médicos e membro honorário da Asociación Médica Boliviana Ortomolecular.





Por,

Gisele Barros

Editora Chefe do Portal ALL SENSEZ

Especialista no Mercado de Fragrâncias

Consultora de Comunicação Especializada em Perfumaria







 


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