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A PELE NÃO CONTA IDADE, CONTA VERÕES: O QUE FICA QUANDO A ESTAÇÃO PASSA

Segundo a dermatologista Denise Ozores, noites mal dormidas, excesso de telas e sol acumulado comprometem os mecanismos naturais de reparo da pele.



A idade da pele nem sempre acompanha a do documento. Para a dermatologia, ela revela outra métrica, menos objetiva e mais reveladora: o acúmulo de verões. Exposição solar intensa, noites encurtadas, alterações na rotina de sono e longas horas diante das telas fazem parte do imaginário da estação, mas deixam marcas que raramente surgem de imediato.

 

Durante o verão, o corpo entra em um regime de esforço contínuo. A pele, principal barreira de proteção do organismo, precisa lidar simultaneamente com o aumento da radiação ultravioleta, calor, suor e inflamações microscópicas. Ao mesmo tempo, hábitos comuns do período, como dormir menos e usar mais o celular à noite, reduzem a capacidade natural de recuperação cutânea.

 

A dermatologista Denise Ozores explica que o sono profundo é um dos pilares do equilíbrio da pele. “É nesse momento que o organismo regula a renovação celular, restaura a barreira cutânea e controla processos inflamatórios. Quando o sono é encurtado ou fragmentado, esse sistema perde eficiência”, afirma.

 

Segundo a médica, o impacto do verão não se manifesta de forma imediata. “A pele consegue compensar por um tempo, mas o excesso se acumula. As consequências costumam aparecer semanas ou meses depois, em forma de manchas, linhas finas, sensibilidade e uma aparência mais cansada”, explica.

 

Outro fator que contribui para esse desgaste silencioso é o uso excessivo de telas. A luz azul emitida por celulares e computadores intensifica o estresse oxidativo e pode estimular processos de pigmentação, especialmente quando combinada à exposição solar. “É uma agressão contínua e pouco percebida. A pessoa não sente no momento, mas o efeito é cumulativo”, diz Denise.

 

Além disso, a exposição prolongada às telas à noite interfere diretamente na produção de melatonina, hormônio essencial para o sono reparador. “Sem esse descanso profundo, a pele não entra em modo de regeneração. Não é algo que se resolva depois com cosméticos caros ou procedimentos isolados”, alerta.

 

Para a dermatologista, a pele reflete hábitos de vida muito mais do que a idade cronológica. “Duas pessoas da mesma idade podem apresentar peles completamente diferentes. O que muda é como cada uma viveu seus verões e o quanto respeitou os limites do próprio corpo”, afirma.

 

Ela reforça ainda que o bronzeado, frequentemente associado à saúde e ao bem-estar, é na verdade uma resposta defensiva da pele ao dano solar. “A cor pode desaparecer, mas a agressão fica registrada nas células”, explica.

 

No fim, o balanço sempre aparece. O verão passa, mas a pele registra. “Ela não conta idade. Conta hábitos. E, mais cedo ou mais tarde, eles se refletem no espelho”, conclui.




Por,

Gisele Barros

Editora Chefe do Portal ALL SENSEZ

Especialista no Mercado de Fragrâncias

Consultora de Comunicação Especializada em Perfumaria







 



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